o fim de um relacionamento, a perda da juventude, da saúde, de um emprego, de um ideal.
Ao enfrentar uma perda, o corpo sofre o mesmo processo que um ferimento físico.
Precisamos aceitar esse processo, confiar nele e ter certeza de que a dor vai passar e,
quando passar, nós seremos mais fortes, felizes, sensíveis e conscientes.
Tudo tem seu tempo:
E há tempo para tudo sob o céu.
Há tempo de nascer e tempo de morrer.
Há tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou.
Há tempo de matar e tempo de curar.
Há tempo de destruir e tempo de construir.
Há tempo de chorar e tempo de rir.
Há tempo de lastimar e tempo de dançar.
Há tempo de espalhar pedras e tempo de juntá-las.
Há tempo de dar abraços e tempo de conter-se.
Há tempo de adquirir e tempo de perder.
Há tempo de guardar e tempo de lançar fora.
Há tempo de rasgar e tempo de costurar.
Há tempo de calar e tempo de falar.
Há tempo de amar e tempo de odiar.
Há tempo de guerra e tempo de paz.
Há tempo de nascer e tempo de morrer.
Há tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou.
Há tempo de matar e tempo de curar.
Há tempo de destruir e tempo de construir.
Há tempo de chorar e tempo de rir.
Há tempo de lastimar e tempo de dançar.
Há tempo de espalhar pedras e tempo de juntá-las.
Há tempo de dar abraços e tempo de conter-se.
Há tempo de adquirir e tempo de perder.
Há tempo de guardar e tempo de lançar fora.
Há tempo de rasgar e tempo de costurar.
Há tempo de calar e tempo de falar.
Há tempo de amar e tempo de odiar.
Há tempo de guerra e tempo de paz.
Eclesiastes 3, 1-8
Vamos avaliar a perda numa perspectiva mais ampla.
Na natureza a perda é elemento essencial da criação:
quando a rosa se abre, perde-se o botão;
quando a planta germina, perde-se a semente;
quando o dia começa, perde-se a noite.
Em tudo, a perda dá lugar a uma nova criação
quando o dia começa, perde-se a noite.
Em tudo, a perda dá lugar a uma nova criação
(ou, mais exatamente, a uma recriação).
O mesmo ocorre na vida humana.
É difícil pensar em algum ganho na vida que não traga junto uma perda.
Há diversos tipos de perdas na vida:
- Perdas óbvias:
O mesmo ocorre na vida humana.
É difícil pensar em algum ganho na vida que não traga junto uma perda.
Há diversos tipos de perdas na vida:
- Perdas óbvias:
morte de uma pessoa querida, fim de um relacionamento afetivo, separação,
divórcio, perda do emprego, perda financeira, ser roubado, sofrer algum tipo de violência
(ser estuprada, por exemplo).
- Perdas não tão óbvias: mudar de endereço, doença (perda da saúde),
- Perdas não tão óbvias: mudar de endereço, doença (perda da saúde),
mudar de professores, de escola, sucesso (perda da luta),
perda de um ideal acalentado, perda de uma antiga meta.
- Perdas relacionadas com a idade: sonhos da infância, amor inocente, romances adolescentes,
- Perdas relacionadas com a idade: sonhos da infância, amor inocente, romances adolescentes,
deixar a escola, sair de casa, perda da juventude, da beleza, dos cabelos, dos dentes,
menopausa, aposentadoria.
- Perdas indefinidas:
- Perdas indefinidas:
(ou seja, são um ganho ou uma perda?)
esperar o resultado de um exame médico,
um casal à beira do divórcio pela décima vez,
namorados, depois de uma briga qualquer,
um negócio que pode ou não se concretizar,
um processo judicial, colocar a casa à venda.
Em geral, as perdas indefinidas dão essa sensação:
Já tive muitos problemas na vida, por inúmeras razões,
em geral por causa dos outros.
E na maioria das vezes,
Sorte minha,
A vida me deu um safanão
E fiquei meio desligado do Sofrimento e da dor.
Assim, sobrevivi.
E pude voltar a amar.
Mas agora esse chão sumindo aos poucos sob meus pés
- ou esse grande vazio interior – é a vida acabando dentro de mim,
pois continuamos vivendo - mas não de fato.
E ficamos fora da vida - mas não completamente.
Fico muito bem sozinho, fico mais bem acompanhado,
Mas fico mal de fato quando estou meio-junto.
Se estou só, estou bem.
Mas quando amo fico melhor.
Na dúvida, apenas transfiro o sofrimento para o papel em imensas Paixões
Com milagres e mártires,
Crucificações e ressurreições.
Venha pra ficar, ou então não venha.
Esses poemas da Paixão estão se tornando
uma cruz difícil de carregar.
A sensação de estar num “limbo” (é o lugar, onde segundo a teologia católica, estão as almas mortas, sem batismo) emocional já é em si uma perda.
Em geral, as perdas indefinidas dão essa sensação:
Já tive muitos problemas na vida, por inúmeras razões,
em geral por causa dos outros.
E na maioria das vezes,
Sorte minha,
A vida me deu um safanão
E fiquei meio desligado do Sofrimento e da dor.
Assim, sobrevivi.
E pude voltar a amar.
Mas agora esse chão sumindo aos poucos sob meus pés
- ou esse grande vazio interior – é a vida acabando dentro de mim,
pois continuamos vivendo - mas não de fato.
E ficamos fora da vida - mas não completamente.
Fico muito bem sozinho, fico mais bem acompanhado,
Mas fico mal de fato quando estou meio-junto.
Se estou só, estou bem.
Mas quando amo fico melhor.
Na dúvida, apenas transfiro o sofrimento para o papel em imensas Paixões
Com milagres e mártires,
Crucificações e ressurreições.
Venha pra ficar, ou então não venha.
Esses poemas da Paixão estão se tornando
uma cruz difícil de carregar.
A sensação de estar num “limbo” (é o lugar, onde segundo a teologia católica, estão as almas mortas, sem batismo) emocional já é em si uma perda.
Mesmo que a situação termine bem (o namorado telefona e mais uma vez declara amor eterno, etc),
enquanto se está na dúvida a sensação é de perda e como tal deve ser tratada:
- entenda que “não saber o que fazer” pode ser a pior de todas as torturas.
- quando estiver no limbo – e sua intuição disser que há pouca esperança -,
- entenda que “não saber o que fazer” pode ser a pior de todas as torturas.
- quando estiver no limbo – e sua intuição disser que há pouca esperança -,
é melhor terminar com a situação do que continuar nela indefinidamente.
- telefone ou escreva deixando claro que terminou e vá cuidar de sobreviver, curar-se e crescer.
Desistir de você
Deus do céu!
Um sino de liberdade
Ecoa dentro de mim.
Não preciso mais
Esperar por cartas,
Telefonemas, cartões
E e-mails que
Jamais chegam.
Não gasto mais energia criativa com cartas que nunca mandei.
E, daqui a algum tempo, não vou mais ter insônia,
Não vou entrar em histeria.
Vou ser um pouco mais feliz,
Vou viver mais e melhor.
Bastou só desistir de você.
E isso já foi uma grande coisa.
Existem também inúmeras “pequenas perdas” que tendem a se somar e são sentidas depois de dias, semanas, meses ou anos.Um arranhão no carro, uma discussão com um amigo, o desaparecimento de um objeto de estimação e de repente a pessoa se sente “inexplicavelmente” deprimida.
Cada uma dessas perdas – imediatas ou cumulativas, repentinas ou eventuais, óbvias ou não – cria uma ferida emocional, uma agressão ao organismo.
Além do óbvio sentimento de dor, de pressão e tristeza, há outras reações à perda, como: sensação de desamparo, medo, vazio, desespero, pessimismo, irritação, raiva, culpa, impaciência; perda de concentração, esperança, motivação, energia; alterações no apetite, no sono ou no desejo sexual; tendência a sentir mais cansaço, a cometer mais erros e a falar ou mover-se mais devagar.
Qualquer uma ou todas essas reações são esperadas durante ou após uma perda. Fazem parte do processo natural do corpo para se curar. Não lute contra elas.
A recuperação de uma perda ocorre em três estágios distintos (sendo uma perda pequena pode demorar minutos, sendo uma grande perda, pode levar anos):
1) choque / negação / atordoamento: não conseguimos acreditar ou aceitar que tal coisa tenha acontecido conosco. A tendência é esquecer que houve uma perda e ficamos pasmos toda vez que lembramos.
2) medo / raiva / depressão: essas são reações comumente ligadas à perda.
3) compreender / aceitar / mudar:
- telefone ou escreva deixando claro que terminou e vá cuidar de sobreviver, curar-se e crescer.
Desistir de você
Deus do céu!
Um sino de liberdade
Ecoa dentro de mim.
Não preciso mais
Esperar por cartas,
Telefonemas, cartões
E e-mails que
Jamais chegam.
Não gasto mais energia criativa com cartas que nunca mandei.
E, daqui a algum tempo, não vou mais ter insônia,
Não vou entrar em histeria.
Vou ser um pouco mais feliz,
Vou viver mais e melhor.
Bastou só desistir de você.
E isso já foi uma grande coisa.
Existem também inúmeras “pequenas perdas” que tendem a se somar e são sentidas depois de dias, semanas, meses ou anos.Um arranhão no carro, uma discussão com um amigo, o desaparecimento de um objeto de estimação e de repente a pessoa se sente “inexplicavelmente” deprimida.
Cada uma dessas perdas – imediatas ou cumulativas, repentinas ou eventuais, óbvias ou não – cria uma ferida emocional, uma agressão ao organismo.
Além do óbvio sentimento de dor, de pressão e tristeza, há outras reações à perda, como: sensação de desamparo, medo, vazio, desespero, pessimismo, irritação, raiva, culpa, impaciência; perda de concentração, esperança, motivação, energia; alterações no apetite, no sono ou no desejo sexual; tendência a sentir mais cansaço, a cometer mais erros e a falar ou mover-se mais devagar.
Qualquer uma ou todas essas reações são esperadas durante ou após uma perda. Fazem parte do processo natural do corpo para se curar. Não lute contra elas.
A recuperação de uma perda ocorre em três estágios distintos (sendo uma perda pequena pode demorar minutos, sendo uma grande perda, pode levar anos):
1) choque / negação / atordoamento: não conseguimos acreditar ou aceitar que tal coisa tenha acontecido conosco. A tendência é esquecer que houve uma perda e ficamos pasmos toda vez que lembramos.
2) medo / raiva / depressão: essas são reações comumente ligadas à perda.
3) compreender / aceitar / mudar:
sobrevivemos; nosso corpo está a caminho da cura, nossa mente vê que é possível viver sem aquilo que foi perdido; passamos a um novo capítulo de nossa vida.
Retirado do livro "COMO SOBREVIVER A PERDA DE UM AMOR"
Harold. H.Bloomfield
Retirado do livro "COMO SOBREVIVER A PERDA DE UM AMOR"
Harold. H.Bloomfield
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