sábado, 9 de julho de 2016

Cansei...

-Oq foi? Você tá diferente.. Esta acontecendo alguma coisa?..
-NÃO só cansei. 👍🏻

Um dia a gente cansa. Cansa de tudo um pouco. Cansa até de se cansar. E no meio dessa “canseira” toda,  resolve jogar pro ar. Liberdade maior não há!
A gente cansa das mesmas perguntas chatas. Cansa das cobranças, inclusive aquelas “berradas” em silêncio, que a gente sente só pelo olhar. A gente cansa de seguir script, de tentar agradar, de tentar se adequar.
Cansa dos amigos que não são tão amigos assim. Cansa de gente que só sabe sugar. Cansa de quem “não importa”, cansa de quem já importou e cansa até de quem “deveria” importar. A gente cansa, cansa sim. Cansa dessa mania de “boa vizinhança”, dessa diplomacia forçada, de toda essa hipocrisia fantasiada de boa educação.
um-dia-a-gente-cansa
E a gente cansa, cansa de muito mais. Cansa de se explicar, de se importar, de procurar, de aceitar, de tolerar… Cansa do “mais ou menos”, do que é morno, do que não faz o coração vibrar.
E quando a gente cansa, aí é hora de jogar tudo pro ar! As conveniências vão pelo ralo e só fica mesmo o que for bom, o que faz bem. A gente muda de vida, muda o mundo se preciso for, mas joga mesmo pro ar.
E é desse encontro que nasce, depois de toda essa canseira, a melhor coisa que há: a integridade de ser o que se é, fazer o que quiser e construir, sem máscaras nem personagens, a vida que a gente quer.
(Sim, posso ter me cansado de você! 😘) Autor desconhecido.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Bipolaridade

Transtorno Bipolar, com o Psiquiatra Adelman Asevêdo Filho

Agitação, irritação, fala rápida, depressão, agressividade, euforia…De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), cerca de 4% da população mundial sofre de Transtorno Bipolar, em suas diferentes formas de apresentação. Ainda segundo a Associação, 60% dos casos da doença se manifesta antes dos 20 anos de idade. A seguir, o Psiquiatra Adelman Asevêdo Filho, esclarece pontos fundamentais sobre o assunto. Confira:

Boa Vida Online – O que é Transtorno Bipolar?

Dr. Adelman Asevêdo Filho – Caracterizado por bruscas alterações de humor que oscilam entre episódios de depressão e de euforia (também denominado de mania), o Transtorno Bipolar é uma doença mental frequente e pode apresentar dois graus de intensidade. O tipo I é evidenciado por situações de extrema depressão alternando-se a muita euforia e atinge cerca de 1% da população geral. Já o quadro mais brando da doença, o Transtorno Bipolar do tipo II apresenta depressão e euforia de forma menos acentuada e pode chegar até 8% da população.

Dr. Adelman Asevêdo Filho, Psiquiatra, CRM – GO 11959.

Boa Vida Online – Como reconhecer uma pessoa com Transtorno Bipolar?

Dr. Adelman Asevêdo Filho – É comum em todos os casos a presença de episódios depressivos e de euforia (mania) em determinados momentos da vida.

episódio depressivo é caracterizado por tristeza, desânimo, baixa autoestima, alterações no sono, apetite, podendo ocorrer até pensamento ou planejamento de suicídio. Geralmente esses sintomas duram, no mínimo, 15 dias.

Já o episódio de mania (euforia extrema)corresponde a um período de duração mínima de uma semana e nele a pessoa mostra-se mais alegre, com menos necessidade de sono, torna-se mais falante, mais irritada, compulsiva por compras, gastando excessivamente, mesmo sem condições financeiras para tal. Podem ocorrer, também, nesse período, delírios de grandeza, em que o indivíduo acredita ter poderes sobrenaturais ou acha que é alguém muito importante. Comumente, em casos extremos, a pessoa apresenta alucinações – escuta vozes e/ou vê pessoas, coisas que não existem de fato.

E por último o episódio de hipomania, que a grosso modo, é uma mania (euforia) mais branda. Há uma alegria acentuada, pensamento mais acelerado, menor necessidade de sono, maior irritabilidade. No entanto, como a intensidade é menor que na mania (euforia extrema) não ocorrem delírios, nem alucinações. A duração mínima também é de uma semana.

Na maior parte dos casos clínicos, os períodos relatados acima são bem perceptíveis e determinam uma ruptura do ciclo normal de vida do indivíduo. Existe a fase normal, em que a pessoa se comporta como qualquer outra e as fases depressivas e maníacas/hipomaníacas.

Rita Lee é uma das famosas com Transtorno Bipolar. ( Foto: reprodução)

É comum me perguntarem: “Doutor, eu sou bipolar? De manhã estou alegre e a tarde triste!” Todas os seres humanos vivem momentos alegres e tristes de acordo com as coisas que ocorrem no dia-a-dia e suas emoções podem variar bastante. Mas isso não significa que tenham transtorno bipolar. Quadros depressivos leves, transtornos de ansiedade, momentos de maior estresse pelas dificuldades cotidianas podem fazer com que alguém perca o sono, pense muito nos problemas, fique irritado, triste, sem que tenha transtorno bipolar.

Boa Vida Online – Existe cura para o Transtorno Bipolar?

Dr. Adelman Asevêdo Filho – O Transtorno Bipolar é uma doença crônica, portanto, assim como o diabetes ou a hipertensão não tem cura. Mas tem controle! Existem vários medicamentos para o tratamento. O carro chefe é composto pelos estabilizadores do humor, mas é possível usar antidepressivos e, também, antipsicóticos – principalmente os mais novos, chamados de segunda geração. Os remédios existentes hoje são muito bem tolerados, com poucos efeitos colaterais e permitem que se tenha uma vida absolutamente normal. Quem faz uso desses medicamentos não vai ficar “dopado”, impossibilitado de trabalhar. Além disso, a psicoterapia, associada aos medicamentos, ajuda muito no tratamento

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Lucas Lucco, Depressão e Pânico

http://gshow.globo.com/tv/noticia/2016/05/lucas-lucco-desabafa-como-enfrenta-depressao-e-sindrome-do-panico-parece-que-ninguem-te-entende.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=tv&utm_campaign=gshow+-+encontro

sexta-feira, 8 de abril de 2016

#Diferença de Angústia e Ansiedade.

Hoje vivemos num mundo de incertezas, e o nosso País está imerso numa crise política e econômica que preocupa a sociedade brasileira, trazendo mal-estar para todos nós. Esse cenário agitado colabora para aumentar a ansiedade (clima de apreensão exagerada em relação ao futuro) e a angústia (aflição relacionada ao presente).

Angústia e ansiedade não estão desconectadas da vida social, pois são sensações momentâneas que têm diferenças e fazem parte do cotidiano do ser humano, atingindo ricos e pobres, jovens, idosos e crianças. Não temos como prever os acontecimentos que geram medo, mas podemos controlar e entender as nossas emoções.

O medo é inerente à condição humana, pois temos medo do futuro, medo de perder e de fracassar. Mas quando o medo se transforma em angústia, tem sua origem nos traumas físicos e psíquicos, no meio ambiente social e familiar repressor que podem desencadear sensações de opressão permanente.

A angústia torna-se patológica se com ela estiverem outros sintomas, como: falta de concentração, tristeza constante, inquietação, pensamentos negativos ou se estiver sendo um fator causador de sofrimento psíquico e físico, despontando uma sensação de aperto no peito e dificuldade de respiração.

Todos nós estamos sujeitos a experimentar a angústia existencial, visto que foi Freud quem prestou muita atenção nestes sintomas, chegando a propor a categoria nosológica de neurose de angústia, como sinalizador patológico que se direciona para um quadro de depressão.

Já a ansiedade é o medo do futuro, um recurso que usamos para nos prepararmos para acontecimentos vindouros. A psicanálise nos ensina a não temer a ansiedade, porque ela é um estado psíquico de expectativa frente a algo que ocorrerá, seja bom ou ruim, e funciona como sinal de alerta. Porém, torna-se patológica quando traz prejuízos expressivos à vida do indivíduo.

A pessoa ansiosa se preocupa por coisas que ainda não aconteceram. E quando a ansiedade chega, bate aquela vontade incontrolável de atacar a geladeira e comer alimentos calóricos. Neste momento, perde-se todo o esforço e a determinação de cumprir a dieta.

Quais os medicamentos para a angústia e ansiedade? São muitos os fármacos que apagam os sintomas, mas não mudam o sujeito. O remédio para a angústia é o desejo. E para ter desejo, é necessário que o sujeito suporte a falta que em psicanálise chamamos de castração simbólica. Por isso, é essencial o tratamento psicoterapêutico, em que o paciente reflita e traduza seus pensamentos, criando condições para contornar sentimentos que avalia insuportáveis

Ler mais: http://www.psicologiasdobrasil.com.br/as-diferencas-de-angustia-e-ansiedade/#ixzz45Dn1KDCz

quinta-feira, 24 de março de 2016

ANSIEDADE

Esta estudante tirou fotos arrepiantes para mostrar como é sofrer de ansiedade


Conheça Katie Joy Crawford, uma estudante de fotografia de 23 anos que vive em Baton Rouge, Louisiana.

Conheça Katie Joy Crawford, uma estudante de fotografia de 23 anos que vive em Baton Rouge, Louisiana.
Para seu trabalho de graduação, Crawford decidiu fazer uma série de fotografias que captariam suas experiências com a depressão e a ansiedade. A série — que se chama Meu coração ansioso — é composta por 12 autorretratos evocativos e legendas pessoais, que transmitem os efeitos incapacitantes da doença mental. Crawford levou cerca de três horas em cada foto, usando uma câmera remoto para tirá-las.
“Isso se tornou uma experiência catártica para mim, que levou à cura e autoconhecimento enormes”, Crawford disse ao Buzzfeed. “Quero que aqueles que sofrem, sintam que têm uma voz e uma mão para segurar. Não quero que ninguém se sinta sozinho nunca, já que ansiedade e a depressão podem fazer com que a pessoa se isole”.
Aqui estão algumas fotos e legendas de sua série excepcional…

Sobre se sentir como se estivesse sufocando:

Sobre se sentir como se estivesse sufocando:
“Eles continuam repetindo que eu devo respirar. Posso sentir meu peito se movendo para cima e para baixo. Para cima e para baixo. Para cima e para baixo. Mas por que sinto como se estivesse sufocando? Coloco a mão debaixo do meu nariz, certificando-me de que há ar. Ainda assim, não consigo respirar”.

Sobre estar preso dentro de sua própria cabeça:

Sobre estar preso dentro de sua própria cabeça:
“Uma prisioneira de minha própria mente. A instigadora dos meus próprios pensamentos. Quanto mais penso, pior fica. Quanto menos penso, pior fica. Respire. Simplesmente respire. Fique vagando. Melhorará em breve”.

Sobre sentir-se preso em sua vida:

Sobre sentir-se preso em sua vida:
“Tenho medo de viver e tenho medo de morrer. Que maneira complicada de existir”.

Sobre sentir-se impossibilitado de tomar uma atitude:

Sobre sentir-se impossibilitado de tomar uma atitude:
“É estranho — na boca do estômago. É como quando você está nadando e quer colocar os pés no chão, mas a água é mais profunda do que você imaginou. Você não consegue tocar no fundo e seu coração pára por um segundo”.

Sobre a oscilação desgastante entre a depressão e a ansiedade:

Sobre a oscilação desgastante entre a depressão e a ansiedade:
“A depressão é quando você não consegue sentir nada. A ansiedade é quando você sente demais. Ter ambas é uma guerra constante dentro de sua própria mente. Ter ambas, significa não ganhar nunca”.

Sobre se sentir preso:

Sobre se sentir preso:
“Você foi criado para mim e por mim. Você foi criado para o meu isolamento. Você foi criado pela defesa venenosa. Você é feito de medo e mentiras. Medo de promessas não correspondidas e de perder a confiança tão raramente dada. Você foi se formando ao longo da minha vida. Cada vez mais forte”.

Sobre se sentir oprimido por seu próprio cérebro:

Sobre se sentir oprimido por seu próprio cérebro:
“Um copo de água não é pesado. Você nem percebe o peso quando pega um. Mas e se você não pudesse esvaziá-lo ou soltá-lo? E se tivesse que suportar seu peso por dias… meses… anos? O peso não muda, mas o fardo sim. Em determinado momento, você não consegue lembrar como ele costumava parecer leve. Às vezes, custa todos os seus esforços para fingir que ele não está lá. E, às vezes, você simplesmente precisa deixá-lo cair”.

Sobre sentir ansiedade em relação à dormir:

Sobre sentir ansiedade em relação à dormir:
“Eu tinha medo de dormir. Sentia o pânico mais bruto na escuridão total. Na verdade, a escuridão total não era assustadora. Era aquele pouquinho de luz que fazia uma sombra — uma sombra assustadora”.